Governo acelera obras de infraestrutura para amenizar impacto da pandemia no PIB Tiago, 29 de junho de 202023 de maio de 2024 Apesar da queda de 1,5% no Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre, em parte devido à pandemia da Covid-19, o governo federal está focado em acelerar o ritmo das obras para expandir a distribuição de produtos e manter empregos na construção civil. Com um orçamento previsto de mais de R$ 8 bilhões para este ano, o Ministério da Infraestrutura é encarregado de destravar 450 obras em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos. De acordo com um levantamento feito pela CNN, o ministério, que possui o 5º maior orçamento entre os 22 ministérios, entregou em média duas obras por semana desde o início de março até o início de maio, totalizando 21 obras. Essas incluem a duplicação, pavimentação ou restauração de 202,6 quilômetros de rodovias federais, inauguração de obras nos aeroportos de Fortaleza, Ceará, e Navegantes, Santa Catarina, e expansão e construção de portos. Em diversos locais, como na Bahia e no Amazonas, as obras têm impacto significativo na infraestrutura local. Por exemplo, a ampliação do terminal de contêineres do Porto de Salvador facilita a entrada de produtos e insumos no estado, enquanto a construção de um pequeno porto em Parintins, Amazonas, melhora o acesso a insumos e serviços essenciais para milhares de pessoas. Além disso, a duplicação da BR-381 em Minas Gerais, conhecida como “Rodovia da Morte”, visa reduzir o número de acidentes nessa rota, onde a média diária de acidentes é alarmante. O governo tem como meta duplicar 200 quilômetros dessa rodovia. Nos primeiros seis meses deste ano, o governo já gastou cerca de R$ 3 bilhões dos R$ 6,4 bilhões disponíveis para obras de manutenção e duplicação de estradas. Esses recursos, provenientes de emendas parlamentares, são administrados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), conforme previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA). Até o momento, não houve nenhum caso de Covid-19 entre os trabalhadores nas obras monitoradas pelo DNIT. Isso se deve em parte ao fato de que os operários da construção já utilizam equipamentos de proteção individual (EPIs) e estão se adaptando facilmente às medidas de segurança adicionais nos canteiros de obras. O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, destaca que as obras em andamento são importantes geradoras de empregos, com impacto positivo na economia e na competitividade dos produtos brasileiros. Ele ressalta que, após a pandemia, o ministério planeja aumentar ainda mais o número de obras em todo o país para impulsionar a recuperação econômica. notícias sobre construção